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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Infarto

Infarto

Reduzir o consumo de sal e praticar atividades físicas são formas de prevenir o infarto, responsável por 45% das mortes na faixa etária acima de 45 anos

A possibilidade de infarto, assim como muitas outras doenças aumenta com a idade. O infarto é como uma gangrena (morte e apodrecimento), resultante da falta de alimentação do músculo do coração, geralmente diante do entupimento parcial ou total das artérias. Isso pode levar à morte súbita, tardia ou provocar insuficiência cardíaca.
O estreitamento do calibre (largura) dos canais de circulação do sangue pode levar a rupturas de placas de gordura depositadas no interior das artérias coronárias, que irrigam o coração. Isso aumenta a possibilidade de formação de coágulos que podem entupir as artérias e causar o infarto do miocárdio (a “parede” do órgão). Em 50% das ocasiões, o infarto é a primeira manifestação da doença coronária.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. O cigarro é o maior fator de risco. De acordo com Leopoldo Piegas, professor livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o fumo aumenta cinco vezes o risco de infarto. A nicotina é um vaso constritor (provoca contração) que reduz o calibre dos vasos sanguíneos e produz lesões na parede que recobre internamente esses vasos.

Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 25% das mortes no país causadas por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio) e 45% das mortes na faixa etária abaixo de 65 anos por infarto agudo do miocárdio.

Além do cigarro, a obesidade, o aumento do colesterol ruim, a diabetes, a hipertensão arterial, o sedentarismo e o estresse contribuem para a ocorrência do infarto. “Por isso é importante a prevenção. A eliminação do cigarro reduz a mortalidade por infarto em 35%. Reduzir a obesidade e controlar o diabetes diminui a mortalidade em 80%”, afirma Leopoldo Piegas.

Além desses fatores de risco, a predisposição genética e a depressão podem alterar o funcionamento do organismo. O professor livre docente em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP Maurício Wajngarten esclarece que a pessoa deprimida tem hábitos que favorecem o infarto e geralmente não se cuida. O especialista explica que a pressão mais alta, um fator de risco importante, deixa as artérias mais duras e aumenta o risco de incidência de doenças.
Consumir muito sal também é prejudicial à saúde. A redução de sua ingestão diminui a hipertensão arterial e torna menor a probabilidade de haver infarto ou AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Entre os principais sintomas do infarto estão: dor ao fazer algum esforço (por exemplo, ao subir uma escada), opressão no peito (sinal mais típico), falta de ar, tontura e suor em excesso. Entre as pessoas idosas, esses sinais muitas vezes são mascarados. De acordo com uma pesquisa realizada em 2011 pelo Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, dos mais de 600 entrevistados que sofreram infarto, apenas 2% souberam reconhecer os indícios do problema.


Entre as sequelas de quem sofreu um infarto, a principal delas é a redução da massa muscular que executa os movimentos do coração, o que leva a um quadro de insuficiência cardíaca. A pessoa apresenta falta de ar e inchaço nas pernas. “Em infartos mais extensos, se o paciente não for socorrido imediatamente, pode ter perda muscular muito grande, com capacidade física reduzida. Com as técnicas de hoje, se for socorrido logo, o paciente tem a possibilidade de preservar o músculo do coração sadio”, resume Piegas.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Cardiologia

Mulheres têm 50% de probabilidade de infarto maior do que os homens


cardiovasculares são a principal causa de morte entre elas
Estudos médicos apontam que, no Brasil, uma em cada cinco mulheres tem risco de sofrer um infarto. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde. Aproximadamente 20 mil óbitos são decorrentes de problemas cardiovasculares - a primeira causa de morte é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a segunda é o infarto -, e essa incidência vem crescendo, fazendo com que a taxa de mortalidade por infarto seja maior no público feminino.

Estimativas também apontam que a probabilidade da mulher morrer de infarto é 50% maior quando comparada aos homens. Segundo a cirurgiã cardíaca do Hospital do Coração (HCor), Dra. Magaly Arrais, isso acontece por uma série de fatores. Um das explicações refere-se ao menor calibre das artérias das mulheres. As placas ateromatosas tendem a fechar mais as artérias delas do que dos homens, o que faz com que a obstrução seja mais grave, tornando-as mais propicias a oclusões arteriais.

O estrógeno tem função vasodilatadora, evita o acúmulo do LDL – o colesterol ruim – e facilita o HDL – colesterol bom. Mas, na menopausa, período em que as mulheres estão mais velhas e mais propensas a males cardiovasculares, o estrógeno apresenta queda progressiva e diminuição desse efeito protetor.

O que preocupa os médicos é que, diferentemente dos homens, as mulheres nem sempre percebem que algo está errado. Um dos principais sinais de alerta está no colesterol. O bom, HDL, deve estar acima de 50 mg/dl. O mau, LDL, abaixo de 100 mg/dl e a pressão arterial não deve passar de 12 por 8.

“As mulheres se queixam mais de dores nas costas, cansaço, queimação no estômago e náusea. Esses sinais, nem sempre reconhecidos e relacionados ao coração, fazem com que as mulheres associem o mal-estar a problemas gastrointestinais ou ortopédicos, o que faz com que demorem para procurar socorro médico. É algo preocupante, pois sabemos que os indivíduos enfartados sem atendimento morrem mais”, esclarece Dra. Magaly Arrais. Fonte: SEGS.com.br - SP

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sábado, 17 de dezembro de 2016

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